Taques critica gestão passada e diz que oposição usa crise para atacar o governo

Mato Grosso Notícias 06 de outubro de 2016 5246 visualizações
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Segundo o tucano Mato Grosso já enfrenta a crise econômica desde o ano passado, quando assumiu o governo

O governador Pedro Taques (PSDB) voltou a tecer críticas e classificou como ‘herança maldita’ a gestão do Estado quando Silval Barbosa (PDMB) esteve à frente do Palácio Paiaguás.

 

Além disso, lamentou que a oposição usa o momento de crise para atacar seu governo.

 

“Todos sabem que o fizeram com o Estado, roubaram Mato Grosso e hoje estão presos. Quando atacam o nosso governo eles defendem o anterior, defendem os que estão presos”, destacou.

 

Segundo o tucano, Mato Grosso já enfrenta a crise econômica desde o ano passado, quando assumiu o governo.


“Costumo ser criticado por lembrar do que fizeram no passado. Fui eleito com o compromisso de passar nosso Estado a limpo. Quando falo de crise, é a verdade. Quando digo que destruíram nosso Estado não quero assustar, quero trazer luz à situação. O governo passado endividou nosso Estado muito além de sua capacidade e nos deixou essa herança maldita. Mas, eu estou motivado a sair dessa crise. Estamos organizando o caos que encontramos no Estado e reafirmo a necessidade de união para superarmos o momento”, defendeu.


Para Taques, as medidas adotadas por sua equipe econômica serão capaz de fazer o Estado se recuperar da forte crise.


“Nosso governo é capaz de apresentar soluções para o futuro e tem força para enfrentar o presente. Estamos fazendo um grande ajuste fiscal desde o primeiro dia de governo. Encontramos apenas R$ 84 mil na Conta Única do Estado e o demonstrativo de que o ano terminaria com déficit nas contas públicas de mais de R$ 1 bilhão. Trabalhamos muito em 2015 e seguimos o nosso ajuste no ano de 2016. O mês de setembro, até o momento, foi o mais difícil, mas fizemos o enfrentamento com seriedade”, disse.

 

Enfrentamento de crise

 

Para superar o momento, Pedro Taques disse que o Estado tem tomado medidas duras, principalmente no que diz respeito ao custeio da máquina pública.


A fim de diminuir os gastos com custeio, o governador determinou um novo horário de expediente, entre 13h e 19h nas repartições públicas e corte em gastos com energia, água, telefone, aluguel de carros, aluguel de imóveis e despesas com diárias.


O gasto com a máquina pública, a manutenção no mês de agosto ficou em R$ 210 milhões, a conta do mês de setembro ficará em R$ 138 milhões, ou seja, R$ 72 milhões a menos.


Para ele, o plano de trabalho em andamento pretende arrecadar R$ 275 milhões ainda neste ano. Essas medidas fazem parte de quatro eixos estratégicos que o Executivo vem lançando mão na busca pelo equilíbrio das contas públicas.


Entre estas ações, está o Programa de Recuperação de Créditos do Estado de Mato Grosso (Refis-MT).


A previsão é de arrecadar R$ 60 milhões nos primeiros 30 dias do programa, que já está em vigor, e totalizar R$ 150 milhões até o final deste ano.

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