
O prefeito de São José do Rio Claro, Levi Ribeiro, garantiu que a recém-anunciada comunidade na região do Estreito do Rio Claro — batizada extraoficialmente de "Nova Aliança do Norte" — será um distrito sob a gestão rio-clarense, e não um município independente.
A fala foi dita na manhã desta segunda-feira (23), durante participação por telefone no programa comandado pelo jornalista Agnaldo Miranda, na rádio Bambina FM. O posicionamento do chefe do Executivo surge como uma resposta direta às fortes especulações que apontavam que o novo polo acabaria sendo anexado a Diamantino ou se emancipando, causando prejuízos econômicos as duas cidades envolvidas.
A garantia da arrecadação
Ao entrar ao vivo, Levi Ribeiro foi categórico sobre a manutenção das receitas de São José do Rio Claro. Para ilustrar o formato do projeto na mente da população e rechaçar qualquer possibilidade de assinar a emancipação da área, o prefeito cravou: "Então seria uma comunidade como eu falo, assim como o Pontal do Marape, mas ela não seria pequena. Uma tendência dela é melhorar naquela região. E muitos estão falando: 'ah, mas vai virar uma cidade'. Nós não vamos aceitar assinar um documento aonde vai virar uma cidade e o município vai perder a arrecadação."
Para afastar os rumores de que o território seria absorvido pela cidade vizinha (já que o lançamento ocorreu em terras ligadas ao ministro Gilmar Mendes, irmão do prefeito de Diamantino), Levi revelou as tratativas de bastidores que vêm sendo feitas: "Tanto eu como o prefeito de Diamantino [estamos conversando] para a gente resolver da melhor forma. Não criar uma cidade, mas sim um distrito."
Segundo o gestor, o desenho territorial da nova comunidade favorece o município, que irá capitanear a região. "Os benefícios [seriam] para São José do Rio Claro. Então, isso daí só vai a melhorar para o município."
O acordo da infraestrutura a "custo zero"
Além de bancar a soberania territorial e fiscal, o prefeito detalhou o modelo de negócio feito com os bilionários do agronegócio envolvidos no projeto. Segundo ele, São José do Rio Claro não gastará um centavo com a construção de obras públicas no local.
"Toda a base e infraestrutura o município não vai gastar, já deixa certo pra eles que a gente não teria como pegar recurso da sede do nosso município, para fazer esse investimento num momento desse", explicou Levi.
A contrapartida exigida da prefeitura será atuar apenas depois que os prédios e bases estiverem erguidos pela iniciativa privada.
"Então esse distrito só vem a contribuir para o pessoal daquela região, com custo zero praticamente para o município, só futuramente com a mão de obra. A sede provavelmente a gente já conversou isso aqui e a sede ficaria mais para o lado de São José do Rio Claro.", garantiu o prefeito, referindo-se ao envio posterior de profissionais de saúde, educação e serviços.
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