
O fim de semana foi marcado por um salto logístico e econômico sem precedentes para Mato Grosso. Neste sábado (20), o Governo do Estado e a empresa Rumo inauguraram oficialmente o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. Com 162 quilômetros de extensão, a linha férrea agora liga o município de Rondonópolis ao novíssimo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino.
Apenas nesta primeira etapa, o projeto demandou um investimento maciço de R$ 5 bilhões. Considerada a maior obra ferroviária em execução no Brasil, a meta final é que a ferrovia alcance 740 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, atravessando 16 municípios e com a previsão de um ramal exclusivo para Cuiabá.
Durante a cerimônia de entrega, o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), enfatizou o papel do Executivo em preparar o estado para absorver grandes empreendimentos privados. Pivetta fez um paralelo entre as obras ferroviárias e os investimentos rodoviários do Estado.
“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou o governador, destacando também a saúde financeira do estado, que mantém nota triplo A em capacidade de pagamento há três anos.
A relevância da obra para o cenário nacional trouxe a Mato Grosso autoridades do alto escalão de Brasília, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro dos Transportes, George Santoro.
Para Alckmin, a nova rota muda a dinâmica de exportação do país. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico”, explicou o vice-presidente.
A parceria público-privada também foi exaltada pela classe empresarial. Pedro Palma, presidente da Rumo, afirmou que o modelo de concessão criado por Mato Grosso foi a chave para o negócio sair do papel. Já Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan, classificou a obra como a "verdadeira ferrovia do grão", que além de exportar soja, milho e algodão, trará fertilizantes e impulsionará a indústria do etanol.
Iniciadas em novembro de 2022, as obras mobilizaram mais de 65 empresas e um exército de 5 mil trabalhadores. Apenas a construção do moderno terminal de Dom Aquino foi responsável por injetar mais de 800 empregos diretos e indiretos na região.
O prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, comemorou a chegada dos trilhos como um divisor de águas. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, declarou.
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