
A ferida de um crime bárbaro que chocou Lucas do Rio Verde continua aberta. Um ano após o brutal feminicídio da terapeuta capilar Gleici Keli Geraldo de Souza, a dor da ausência se mistura à angústia da impunidade. Nesta semana, a filha mais velha da vítima, Carol Fernandes, utilizou suas redes sociais para prestar uma homenagem à mãe e reafirmar a sua incansável busca por justiça.
Em um desabafo que comoveu a comunidade, Carol descreveu o sentimento diário de uma “saudade dilacerante”. A jovem prometeu publicamente que continuará lutando com todas as suas forças para que a memória da mãe e a vida da irmã mais nova — que sobreviveu ao ataque — tenham o respeito e a reparação judicial que merecem.
O feminicídio ocorreu no dia 24 de junho de 2025. Gleici Keli foi covardemente morta a facadas pelo próprio marido dentro de casa. A crueldade do ataque não poupou nem mesmo a filha caçula do casal, que na época tinha apenas 7 anos. A criança também foi esfaqueada pelo pai, mas conseguiu sobreviver à tragédia, carregando as marcas físicas e psicológicas daquele dia.
Enquanto a família tenta se reerguer, o processo criminal contra o agressor segue em tramitação, enfrentando embates técnicos. Em dezembro de 2025, a Justiça precisou determinar a realização de uma nova perícia psiquiátrica no acusado.
A medida foi tomada após o Ministério Público do Estado (MPE) contestar e apontar graves inconsistências no laudo médico anterior, que sugeria a "inimputabilidade" do réu — manobra que poderia livrá-lo de responder criminalmente por seus atos de forma plena. A sociedade e os familiares seguem acompanhando o desfecho do caso, exigindo que a lei seja cumprida com rigor máximo.