Quarta, 25 de Fevereiro de 2026
Geral POLÍTICA NACIONAL

PT aciona Justiça contra sargento Casarin por ataques a Lula nas redes sociais

A legenda sustenta que o policial teria promovido propaganda eleitoral antecipada negativa ao associar o chefe do Executivo a organizações criminosas e ao narcoterrorismo em vídeos divulgados na internet.

23/02/2026 às 16h57 Atualizada em 23/02/2026 às 17h44
Por: Redação
Compartilhe:
PT aciona Justiça contra sargento Casarin por ataques a Lula nas redes sociais

Uma ofensa política nas redes sociais virou alvo de disputa judicial em Mato Grosso. O Diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso contra o sargento da Polícia Militar Dickson Soares Casarin, acusado de atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e usar a estrutura pública para se promover politicamente.

A representação sustenta que o militar teria feito propaganda eleitoral antecipada negativa ao associar Lula a organizações criminosas e ao narcoterrorismo em vídeos publicados na internet. Segundo o partido, o conteúdo seria descontextualizado e, em alguns casos, produzido com o uso de inteligência artificial, configurando desinformação.

Casarin é lotado no batalhão da PM em Sinop e reúne mais de 300 mil seguidores no Instagram, onde costuma divulgar ações policiais. Em postagens recentes, relatou prisões de suspeitos de violência doméstica e crimes contra mulheres, narrando casos que ganharam grande repercussão entre internautas.

Para o PT, o policial se aproveita da visibilidade digital e da imagem institucional da corporação para construir uma possível candidatura futura. A legenda também afirma que ele aparece de forma recorrente fardado, utilizando viaturas e símbolos oficiais em conteúdos de cunho político e ideológico, o que, na avaliação jurídica, caracterizaria abuso de poder político e de autoridade.

No pedido, o partido solicita a retirada imediata das publicações consideradas irregulares, a proibição de novos conteúdos com uso da estrutura estatal e a preservação dos dados nas plataformas digitais.

Ao analisar o caso, o desembargador Marcos Henrique Machado determinou que os advogados do PT apresentem, no prazo de três dias, os links completos das postagens questionadas. Segundo ele, a ausência das URLs inviabiliza eventual decisão judicial.

O magistrado alertou que pedidos de remoção de conteúdo na internet precisam indicar de forma precisa os endereços eletrônicos, sob risco de nulidade. Caso a falha não seja corrigida, a ação pode ser indeferida.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários